quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ação Evangélica aglutina novos parceiros e realiza projeto (Pastora Simone Paim)

Aconteceu sábado, na Escola Municipal Marly Russo, bairro Nova Aquidauana, mais uma edição do projeto “Cine Fé”. O projeto acontece já algum tempo e nesta etapa contou com o apoio de novos parceiros, o Cine Fé tomou outra dimensão, ampliando seus atendimentos.

O Cine Fé é um projeto realizado pela Ação Evangélica e atua em áreas carentes, em diversos municípios do MS, com a missão de transmitir uma palavra de fé e esperança aos mais assistidos.

Durante a programação do Cine Fé é exibido filmes, tem louvores e pregação da palavra. Já no âmbito social assistencialista há corte de cabelo, foto 3X4, aferição de pressão arterial, programa de saúde bucal, sorteios de brindes, oficina de artes e esportes, acesso a carteira de trabalho pelo CIAT, acesso direto ao Banco da Gente, dentre outros atendimentos.

Para a pastora Janaine Izumi, Coordenadora do Projeto Cine Fé, esta edição foi um “sucesso de público e de atendimento”. “Atendemos em conjunto com nossos parceiros mais de 600 pessoas entre adultos e crianças.

Foram feitos 140 cortes de cabelo, 80 fotos 3X4, foram feitos encaminhamentos de novas carteiras de trabalho, aproximadamente 100 crianças foram atendidas pelo saúde bucal e ganharam kits de escovação contendo creme dental e escova de dentes”, afirma.

De acordo com a coordenação do projeto, dezenas de pessoas tiveram a pressão aferida, mais de 500 crianças passaram pelos brinquedos, ganharam balas e bolo, e mais 200 crianças participaram da oficina de artes. “Tivemos uma tarde proveitosa, fechamos o evento com 1185 atendimentos”, conclui Janaine Izumi.

Segundo o Pastor Abraão Izumi presidente nacional da Ação Evangélica, o Cine Fé é “uma ação muito importante para a população menos favorecida e só foi possível com o apoio do prefeito Fauzi Suleiman e da primeira-dama Selma, que se empenharam para a viabilização do projeto na Nova Aquidauana”.

“São ações como esta que contempla a necessidade do próximo que eu e o prefeito Fauzi apoiaremos. Conte conosco para as próximas ações, somos parceiros de tudo que é para o bem do nosso povo”, ressaltou a primeira-dama Selma Suleiman, que esteve desde o inicio presente na atividade.

A Ação Evangélica para a realização do projeto conta ainda com o apoio do Gerente de Saúde de Aquidauana Paulo Reis; equipe de odontologia da Gerência de Saúde de Aquidauana; Professora Mariana do Curso de Gestão em Saúde da Uniderp Interativa; Rose Cabeleireira e equipe; Wanderléia Dias, gerente do Centro Integrado de Atendimento ao Trabalhador (CIAT); gerente Márcia Malheiros do Banco da Gente; Diretoria da E.M. Marly Russo; Coordenadores de eventos da Ação Evangélica Dr. Flávio Espíndola, José Carlos Prado Ferreira e Pr. Robinson Araújo; Wilson de Carvalho, diretor do site Aquidauana News; Presidente da Associação de Moradores do bairro Nova Aquidauana, Alexandre Areco; Vereador Corrêa Filho; Igreja Avivamento de Deus e Comunidade Evangélica da Vida.

A Ação Evangélica realizará a próxima edição do Cine Fé no mês de outubro, em local e data a ser definida, e já tem programado vários eventos de evangelismo social para Aquidauana, Anastácio e região.

Veja as fotos (Sirnay Moro)...Click Aqui

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Bartimeu, o mendigo (Postado por Eliel de Almeida)

“Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho...”
Ele estava no escuro, era cego e mendigo. Bartimeu vivia à margem da sociedade, à beira do caminho. Que situação! Será que esse homem podia sonhar? Ele era cego. Ele era mendigo. Uma pessoa totalmente depende dos outros.
O Dr. Alemu Befettu, pregando em nossa igreja, disso algo tremendo: A vida daquele homem estava em uma capa. Ainda hoje, a existência de um mendigo se resume à capa dele.
Todos os mendigos tem uma sacola ou um saco. O mundo deles cabe ali; a vida de todo mendigo se resume a um monte de lixo dentro de um saco.
Bartimeu era cego, estava no escuro, era pobre e mendigo.
Nos tempos bíblicos, ser cego – como tantas outras doenças – era considerado uma maldição.
De acordo com a Lei, um cego não poderia servir a Deus (Levítico 21.17,18). O povo da época de Jesus acreditava que a cegueira era conseqüência de pecados; era conseqüência de pecados. Esse pensamento não apenas causava uma exclusão da graça e da misericórdia de Deus como também excluía o cego do convívio das pessoas.
Bartimeu não tinha saúde, nem dinheiro, nem valor próprio. Para a sociedade da época ele era maldito. Aquele homem carregava não apenas sua capa, mas também seus complexos, seus traumas, suas feridas abertas.
Bartimeu vivia à margem do caminho e da sociedade. Mas quando Jesus passou ele poderia ter usado a boca para manifestar as suas revoltas, a sua insatisfação mas o cego Bartimeu clamou pela compaixão de Jesus e foi curado.

Nós entendemos ecumenismo como utopia"(postada por Simone Paim)

O presidente da Aliança Evangélica Brasileira em Mato Grosso do Sul (AEVB-MS), apóstolo Edílson Vicente da Silva, é o entrevistado da semana. Aqui, na condição de principal dirigente de uma entidade que reúne igrejas evangélicas de várias denominações, ele fala sobre o avanço do Cristianismo, especialmente das igrejas envangélicas, não fugindo de responder a questões acerca da facilidade com que hoje se abrem igrejas. Ele prefere ver esse movimento como uma resposta ao chamado de Cristo para o seu povo nos tempos atuais. O presidente da AEVB-MS também fala sobre pontos polêmicos como ecumenismo, devolução de dízimos e homossexualismo. Quanto ao homossexualismo, Edilson Vicente da Silva faz questão de enfatizar que não há qualquer preconceito com relação aos homossexuais, destinatários do amor de Cristo, mas enfatiza que tal prática fere as leis de Deus.
THIAGO GOMES DA SILVA
O movimento evangélico tem experimentado um significativo crescimento nos últimos anos, com abertura de novas igrejas, especialmente as chamadas comunidades ou igrejas independentes. A que pode ser atribuída essa nova onda de expansão?
Na verdade não é uma onda, uma vez que esse crescimento persiste há mais de 20 anos. Este avanço contínuo da igreja evangélica como um todo, e principalmente das comunidades independentes, é porque elas pregam o Evangelho de Jesus Cristo. Utilizam uma linguagem ao alcance do povo, talvez de maneira menos erudita, mas nem por isso menos eficiente, que vai diretamente ao encontro de suas necessidades mais prementes. Além disso, há uma preocupação na formação de líderes que estarão no meio da comunidade, vivendo com eles, comendo com eles, ensinando, servindo, e isto, seguramente, fortalece os laços, fazendo com que a igreja cresça e permaneça em crescimento.
Junto a esse crescimento nota-se que muitos líderes, alguns deles sem qualquer cobertura espiritual tida como séria ou uma formação teológica desejável, estão se intitulando pastores e abrindo as "próprias" igrejas. Como uma pessoa que busca uma igreja séria pode se precaver para não ser vítima de aventureiros espirituais, de mercadores da fé?
Quanto aos critérios para se escolher uma igreja, entendemos o seguinte:
1) A igreja é a Casa de Deus. Trata-se essencialmente de espiritualidade, algo não tangível, e que, por isso mesmo, torna-se muito dificil definir regras para que alguém frequente essa ou aquela igreja. Dependerá do seu gosto, dos seus critérios pessoais de escolha.
2) Podemos dizer que a árvore se conhece pelos frutos e o líder deverá mostrar, no âmbito de seu ministério, frutos compatíveis com a Palavra de Deus.
O quadro atual não indica que já estaria na hora da aprovação de leis - apesar de o Estado ser laico - estabelecendo critérios objetivos para a abertura de igrejas?
Olhando pela ótica humanista, pareceria lógico que as igrejas se pautassem pela lei das empresas. Entretanto, o chamamento de alguém, para a obra de Deus, por ser de foro íntimo, não pode ser definido por leis humanas. As coisas de Deus não obedecem à lógica humanista. Deus é espírito, assim como nós também temos um espírito. Não me parece necessária a criação de novas leis, além das que já regulam o segmento, pois, entraríamos pelo perigoso caminho de querer colocar freio às liberdades individuais.
A liberdade de culto é um direito inviolável de todo ser humano, previsto na Constituição do Brasil, e toda tentativa de suprimir esses direitos, não raro, termina em violencia, como tão bem nos mostra a história recente. Se alguém tem um chamado da parte de Deus e leis humanas o contrariarem, não seria isso discriminaçaõ? No passado da igreja, vemos que em Roma ela cresceu dentro das catacumbas; mais recentemente, na Rússia e atualmente na China, a igreja cresce subterraneamente. Não há como impedir que igrejas se levantem, pois são instituições divinas.
Ainda é bastante comum ver pastores ou líderes religiosos condenando ou julgando outras instituições ou igrejas? Esta é uma tendência que deve aumentar ou o caminho natural seria o ecumenismo?
Hoje em dia, não. Houve, no passado, por parte de algumas igrejas, exageros ao sublimar sua doutrina em detrimento de outras. Mas a lei existe para ser cumprida, e creio que hoje todas se respeitam de maneira civilizada. Causou-me, sim, estranheza, a fala do Papa Bento 16, quando de sua vinda ao Brasil, dizendo que as igrejas evangélicas não eram consideradas igrejas. E, sinceramente, não sei se essa postura da igreja católica vai continuar ou não. Mas, da parte evangélica, só posso dizer que aquelas igrejas que partirem para esse estilo (críticas) estarão prestando um desserviço ao Reino de Deus.
Com relação ao ecumenismo, que era defendido por parte da cúria romana, creio que pela declaração do atual papa essa proposta ficou bastante prejudicada. Nós entendemos ecumenismo como utopia, uma vez que, para comungar com alguém espiritualmente, um terá que abrir mão de sua doutrina, o que me parece, a perceber pelo desenrolar da igreja nos anais da historia, algo absolutamente impossível. Agora, isto não quer dizer guerra santa. Podemos andar, conversar, comer juntos, sermos amigos, enfim, mas na hora de cultuar, cada um segue o seu coração.
Qual o papel hoje desempenhado pela AEVB, diante da multiplicidade de denominações existentes no segmento evangélico?
O objetivo precípuo da AEVB, nestes 14 anos de existência em Campo Grande, tem sido buscar a unidade entre os pastores e líderes evangélicos. Assim, temos trabalhado para aglutinar essas lideranças em torno da entidade, pelo que aproveitamos o momento para convidá-las a se afiliarem à Aliança Evangélica Brasileira, com vistas a um fortalecimento ainda maior. Cremos, conforme a Palavra nos diz, que na unidade está a força. Respeitadas as diferentes correntes doutrinárias, que possamos estar unidos em prol da causa maior de Jesus Cristo. A AEVB está aberta a todos os pastores e líderes que desejarem caminhar dentro de uma unidade.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

Papa exorta cristãos ao compromisso político

VITERBO, Itália, 6 Set 2009 (AFP) - O Papa Bento XVI exortou os cristãos a não ter medo de um compromisso político, durante uma missa ao ar livre em Viterbo, cidade ao norte de Roma que foi sede do papado durante 24 anos no século XIII.

"Não tenham medo de demonstrar vossa fé nos diferentes círculos sociais, nas múltiplas situações da existência", declarou.

O Sumo Pontífice recordou ainda a vocação dos cristãos "de viver o Evangelho", destacando que isto corresponde justamente ao "compromisso social, à ação política".

A convocação acontece em meio a um clima tenso entre a Igreja italiana e o governo de Silvio Berlusconi, que culminou na quinta-feira com a demissão de Dino Boffo, diretor do jornal dos bispos italianos Avvenire, vítima de ataques reiterados do jornal da família Berlusconi, Il Giornale.

Em artigos no Avvenire, Boffo criticou "a declarada queda (de Berlusconi) pelas jovens atrizes", enquanto a esposa dele, Veronica Lario, acaba de pedir o divórcio alegando um relacionamento entre o marido e uma então menor de idade, Noemi Letizia.

Mas na sexta-feira da semana passada o Il Giornale citou uma sentença de 2004 contra Boffo, por acossar a esposa de um homem com quem teria mantido uma relação homossexual.

Apesar do apoio da conferência episcopal, Boffo pediu demissão para acabar com a polêmica.

Ao mesmo tempo, Bento XVI também lembrou em Viterbo a tragédia do Holocausto, poucos dias depois de uma cerimônia internacional em Gdansk (Polônia) para recordar o início da Segunda Guerra Mundial.

"Não podemos não recordar os dramáticos fatos que provocaram um dos mais terríveis conflitos da história, que causou dezenas de milhões de mortos".

"Um conflito que viu a tragédia do Holocausto e o extermínio de tantos outros inocentes", completou.